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São Cristóvão

Quinta da Boa Vista

Bairro Imperial de São Cristóvão é um bairro da Zona Central do município do Rio de Janeiro, no Brasil.[6] Seu povoamento lusitano começou com a fundação da Igreja de São Cristóvão em 1627, então à beira-mar. Na época, os pescadores amarravam as suas embarcações junto às portas da igreja para comparecer às missas, e logo tornou-se uma vila de pescadores e comerciantes. Em 1803 ergueu-se um casarão sobre uma colina, da qual se tinha uma boa vista da baía de Guanabara, que ficou conhecido como "Paço de São Cristóvão", o qual foi escolhido por D. João VI para ser o Palácio Real da Casa de Bragança, sete anos mais tarde; o que foi mantido mesmo após da Independência do Brasil; tornando-se o Palácio Imperial; sendo vizinhado por outros solares onde residiam as famílias da nobreza; o que lhe deu a alcunha de Bairro Imperial. Com o golpe de estado que instalou a república, a elite se redirecionou para os jovens bairros de Botafogo e Copacabana, e o Palácio tornou-se a atual sede da Assembleia Nacional Constituinte de 1891 e posteriormente do Museu Nacional, tendo sido destruído por incêndio em 2018.

Faz limite com os bairros históricos de Caju e Santo Cristo, com os movimentados e recentes bairros de BenficaPraça da Bandeira, e Maracanã, com a Mangueira, é do bairro Vasco da Gama.

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No local do atual bairro, havia uma aldeia indígena dos tamoios, da tribo dos araroues, aliados dos franceses quando do estabelecimento da França Antártica. Dizimados na campanha de 1567, em seu lugar estabeleceram-se os temiminós de Arariboia, que, na região, teriam estabelecido uma nova aldeia com o nome cristão do seu líder: Martinho.

A colonização efetiva da área se daria ao longo do século XVII, com a fundação da Igreja de São Cristóvão em 1627, então à beira-mar. Afirma-se que, à época, os pescadores amarravam as suas embarcações junto às portas da igreja para comparecer às missas. Outro eixo integrador era o Caminho de São Cristóvão, primitiva via que ligava a cidade do Rio de Janeiro aos engenhos de açúcar e roças do interior.

A prosperidade do comércio surgido no entroncamento do ancoradouro com a antiga via fez surgir uma vila denominada de São Cristóvão, nome do padroeiro da igreja.